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Semáforos x Educação

Lembro-me do alvoroço em 1996 e 1997 quando o Governo do Distrito Federal, sob o comando de Cristóvão Buarque, lançou e implementou a lei de respeito à faixa de pedestre. Eu já dirigia e tive dúvidas durante um bom tempo. Por exemplo, não sabia se tinha de esperar o pedestre chegar ao outro lado da rua, lá no meio fio do lado esquerdo, se eu estou parado na faixa da direita. Um dia, tentei arrancar com o carro antes de um senhor chegar ao outro lado e o policial me chamou a atenção. Às vezes brigava com os pedestres, eu sozinho dentro do carro, porque alguns chegavam perto da faixa e, provavelmente por insegurança, não faziam o movimento de atravessar a rua. Alguns carros paravam, outros não, uns diminuíam a velocidade e tinham dúvidas quanto à necessidade de parar. Quase batiam. Mas é isso mesmo. Educação é um processo. Lê-se; ouve-se; tenta-se entender; discute-se; indigna-se, talvez; aprende-se; aceita-se; internaliza-se. Muda-se o comportamento. Senti-me orgulhoso de part...
Mais uma vez, inspirado pela Rádio CBN . Toda sexta-feira, há um boletim chamado C BN Comunicação e Liderança , com a fonoaudióloga Leny Kyrillos . Nunca tinha ouvido falar nela até alguns meses atrás quando ouvi o boletim pela primeira vez. No boletim, a fonoaudióloga e o apresentador do programa falam sobre a importância de uma boa comunicação no mundo corporativo e como essa comunicação afeta a liderança. No boletim de hoje, o poder de comunicação de Steve Jobs. Cada vez mais, parece-me claro que professores devem expandir seus horizontes de conhecimento - and become a T-shaped professional - e investigarem aspectos de gestão e do mundo corporativo. Neste caso, refletir sobre comunicação e o quanto os professores - como líderes em suas turmas - podem se beneficiar dessa reflexão. Sem mencionar os benefícios que tal reflexão (e posterior prática) pode trazer para a carreira de cada profissional. Nesta breve e superficial análise da fala de Steve Jobs, todos os aspec...

Nenhum Sorriso

Já comentei quão sortudo eu sou por morar perto do trabalho e andar sempre contra fluxo. Vou e volto, tudo parado do lado de lá e eu chego no trabalho ou em casa em treze minutos e vinte e cinco segundos. Nos raros momentos em que preciso enfrentar o trânsito parado são ocasiões de observação. Sexta-feira preguiçosa, de cara amassada. Ocre no ar, no cheiro. Sexta-feira cansada. Olhei para um lado, para o outro, retrovisor e ninguém sorria. Nem um sorriso. Nenhum mesmo. Quase chegando ao meu primeiro destino, a passageira do carro do meu lado esquerdo parecia estar sorrindo, mas quando virou o rosto para a janela    : / Até encostou a cabeça para trás num movimento de ai meu deus do céu. Acaba logo. Nem pedestres sorriam. Motoristas de ônibus, passageiros, motoristas de carrões, carros médios, carrinhos; ciclistas, skatistas. Nada. Ninguém. Nem um sorriso. Nenhunzinho. Será que é a previsão de trinta e dois graus e vinte por...

Tão bonito quanto

Uma coisa puxa a outra. Hoje fui ao Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Iguatemi para assistir ao programa Fim de Expediente da Rádio CBN . Curti muito. Curto muito a rádio e ouço o programa toda sexta. Se perco o programa ao vivo, ouço ao podcast no final de semana. O convidado do programa foi o jornalista Heraldo Pereira . O programa foi ótimo e lá pelas tantas, eles estavam falando sobre Copa versus Política versus a Dilma se beneficiar ou se prejudicar dependendo do resultado da Seleção Brasileira e o Heraldo Pereira falou sobre a diversidade, a beleza, a receptividade do povo brasileiro. Cheguei em casa. Uma voltinha pelas notícias na internet, outra voltinha pelo Twitter. Li um tweet que falava sobre um tal de passinho. Que passinho? O vídeo era promovido pela Coca Cola e eu sou muito curioso em ver as campanhas e ações de marketing e publicidade da Coca. Deixando de lado as teorias da conspiração ou qualquer ideologia, as campanhas da Coca são ótimas. Assist...

O que fala o corpo?

Sabe quando a gente está no meio de um engarrafamento, primeira, de vez em quando segunda? Daí, a gente começa a criar vínculos com os motoristas ali em volta. O cara que está apressado, muda de uma faixa para outra o tempo todo. Ou a moça super bem humorada com o som nas alturas cantando junto com o rádio. Tem também o lerdo que demora oito horas e meia para se movimentar. Às vezes rola até uma competiçãozinha. Vamos ver quem chega primeiro, eu ou aquele Ônix preto. Você passa e dá uma olhadinha para ele que ficou para trás. Daqui a pouco passa ele e te mira pelo canto do olho. Tenho a sorte de raramente pegar engarrafamento. Casa, trabalho, casa, sempre contra-fluxo. Mas de vez em quando surge um compromisso no Plano Piloto de manhã e aí não tem como escapar. Ontem foi um dia desses. Primeira, de vez em quando segunda. No começo da jornada olho pelo retrovisor e, como numa mini tela de cinema, vejo uma cena que me seguiu o dia todo. Um casal no carro de trás, homem...

The power of vulnerability on a lazy day off

Woke up with no expectations. Just relax and enjoy a lazy day off. Decided to surf TED. Chose two videos apparently unrelated, but they turned out to be totally related, it's like the second one answered the first one. Both made me reflect… maybe more that I expected on a lazy day off. I knew I should have just stayed in bed. The first talk was by David Brooks in which he discusses whether we live to enrich our résumé or to make our eulogy worth listening to. He mentions the differences between the necessary virtues for a résumé and the ones relevant for your eulogy. His thoughts are based on the book The Lonely Man of Faith , by R abbi  Joseph B. Soloveitchik . The idea of the book is that there are two types of humans, Adam I and Adam II . The first Adam is the ambitious part of our nature who uses creativity to make things, to subdue the world; his motto: success. The second Adam the humble side of the human nature who wants to do be good; his motto: l...

Responsabilidade x Accountability

Segundo o dicionário Merriam Webster online, accountability é a obrigação ou disposição de aceitar responsabilidade, ou dar conta/explicações sobre seus atos. the quality or state of being  accountable ;  especially   :   an obligation or willingness to accept responsibility or to  account  for one's actions; Já escrevi aqui algumas vezes sobre responsabilidade, porque sempre me incomodou quão facilmente indivíduos têm razões por não assumirem suas responsabilidades ou, pior ainda, transferirem a responsabilidade para outros. Alguma coisa como: Descobri que eu deveria ter escrito accountability nos posts. Em mais uma ótima entrevista no Mundo Corporativo da Rádio CBN , o palestrante João Cordeiro fala sobre a diferença entre accountability e responsabilidade. Como cidadão, ter consciência de tudo isso é um grande peso. Confesso que me incomodo profundamente com o comportamento de muitos colegas habitantes da cidade que têm nenhuma consciên...